Reinaldo e Malafaia, a corda da forca e o cadafalso de Serra.Audiência e TV

“Para se enforcar alguém, precisa-se de corda. Reinaldo Azevedo é a corda do José Serra; e o Silas Malafaia seu cadafalso”, escreve o jornalista Davis Sena Filho

247 – A dupla Reinaldo Azevedo e Silas Malafaia não fez bem a José Serra (PSDB), avalia o jornalista Davis Sena Filho em seu blog, Palavra Livre. Leia o texto abaixo:

Reinaldo Azevedo é a corda da forca de José Serra e Silas Malafaia seu cadafalso

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre

“José Serra e Reinaldo Azevedo: Juntaram-se a fome com a vontade de comer; o ódio com o desprezo; a falta de respeito com a violência; a desfaçatez com a estupidez; e o egoísmo com a iniquidade”.

Nunca escrevi sobre o direitista Reinaldo Azevedo. Sempre o considerei, antes de tudo, um pulha, nada mais do que isto. Também nunca o levei a sério, apesar de considerá-lo perigoso se o Brasil estivesse, por exemplo, a reprisar a crise institucional e política nos anos pré 1964, que fomentou as ações golpistas para que os militares e também os empresários conquistassem o poder sem passarem, todavia, pelo crivo de uma eleição direta garantida pelas leis constitucionais de um estado democrático de direito.

Reinaldo Azevedo sabe disso e mesmo assim finge não saber, tergiversa, porque para tal jornalista o que vale são os fins e não os meios praticados por quem ele apoia para chegar ao poder, de forma que sua volúpia ou ferocidade verbal se confunde com seu próprio pensamento político e sociológico, pois que, na prática, defende um estado patrimonialista, que atenda os interesses das classes dominantes, porém, pequeno, enxuto, o que propicia a submissão do estado aos ditames da iniciativa privada, que necessita dos impostos pagos pelo contribuinte brasileiro como os seres vivos precisam de oxigênio em forma de empréstimos e financiamentos, que garantem ao empresariado ter recursos para efetivar seus empreendimentos e, consequentemente, concretizar seus negócios.

Eu sou a favor dos empreendedores, pois eles criam empregos e desenvolvem o País. Entretanto, a economia não pode e não deve se ater apenas a números e índices, porque tem de, antes de tudo, servir ao ser humano como fonte de seu desenvolvimento social em uma existência de bem-estar, pois que os entes vivos morrem e por isso devem receber do estado as condições para que viva uma vida plena e, por conseguinte, ter a consciência de que as gerações futuras, os seus descentes também precisam viver em um País para todos e não apenas para alguns privilegiados, como quer o jornalista da Veja — a revista porcaria associada a bicheiro preso — Reinaldo Azevedo.

Um dos pitbulls da Veja, semanário também conhecido como a última flor do fáscio, transformou-se em principal conselheiro do candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, o tucano José Serra, o “pai” da baixaria política, o protagonista da campanha presidencial de 2010, a mais infamante que eu tive a infelicidade e o desprazer de testemunhar em toda a minha vida. Juntaram-se a fome com a vontade de comer; o ódio com o desprezo; a falta de respeito com a violência; a desfaçatez com a estupidez; e o egoísmo com a iniquidade.

Serra há muito tempo age como um reacionário de origem e desprestigiou o publicitário Luiz Gonzalez, responsável pelo comando das ações de marketing político, bem como enfraqueceu o Edson Aparecido (PSDB/SP), coordenador de sua campanha. Os dois contestaram a opção do candidato tucano em dar ênfase a questões sexuais de conotações homofóbicas, além de incluir temas religiosos, em um procedimento que repete o que ele fez nas eleições para presidente em 2010. Serra não tem jeito, porque político sem proposta, programa de governo e que há muito tempo chutou para escanteio a ética e o respeito à diversidade humana, cultural, racial e social. É nisto que o PSDB se transformou, principalmente o paulista, com alguns nichos reacionários no Paraná do senador papagaio da imprensa golpista no Congresso, o tucano Álvaro Dias.

Reinaldo Azevedo tomou a vez e a hora e repercute sem noção de dolo ou ofensa as ferinas palavras do religioso evangélico ultraconservador, Silas Malafaia, que, ardorosamente, ataca os homossexuais, o candidato do PT à prefeitura paulistana, Fernando Haddad, a ter como arma o “kit gay”, material educacional formulado no Ministério da Educação (MEC) quando Haddad era ministro. O kit tinha o propósito de combater a homofobia (preconceito e violência) nas escolas públicas e era o resultado de um convênio entre o MEC, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos).

Ao saber do material do MEC sobre o assunto, a direita brasileira, à frente o candidato José Serra e religiosos do conservadorismo de Silas Malafaia, apelidou o material de kit gay e começou a fazer campanha digna dos fascistas dos tempos de Benito Mussolini, Francisco Franco e Antônio Salazar. O Governo Lula, em geral, e a candidata Dilma Rousseff e o ministro Fernando Haddad, em particular, tiveram que “comer um dobrado”, porque a campanha serrista não propunha soluções e melhorias para o Brasil, pois se dedicava, exclusivamente, a atacar da maneira mais ignominiosa, difamatória e injuriosa possível a candidata trabalhista do campo da esquerda.

Só que tem uma coisa: Serra assumiu nesta semana que também lançou um kit gay quando governou São Paulo. E, como é de seu caráter e de sua índole, tergiversou, dissimulou, irritou-se e somente assumiu tal fato porque essa realidade foi divulgada na imprensa e nas redes sociais. O guarda-chuva do tucano neoliberal que vendeu o patrimônio do Brasil juntamente com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal — é furado, e em todos os sentidos. Serra não tem jeito e ao verificar que as pesquisas dão 11 pontos percentuais a mais para o petista Fernando Haddad, decidiu mais uma vez apelar para a baixaria e novamente se juntar à extrema direita, a ter como bate-paus os senhores Reinaldo Azevedo, a cara da mídia conservadora; e Silas Malafaia, a cara das igrejas radicais, que fazem da intolerância e do medo uma fórmula para conquistar e se manter no poder terreno, porque o poder de Deus, de acordo com a Bíblia, é outra coisa, que talvez um dia o Malafaia, o Azevedo e o Serra possam compreender e explicar… Seus atos.

Ora, o tempo passa, e José Serra, o “pai” da baixaria política, o “engenheiro” de campanhas negativas, ouve Malafaia e o mezzo facista da Veja — a revista porcaria —, Reinaldo Azevedo. O escriba defensor das minorias ricas e brancas, obrigadas a viver em um País dominado por petistas que resolveram distribuir renda e riqueza, sem, no entanto, impedir que os ricos continuassem ricos e que os barões da imprensa golpista de negócios privados achincalhassem e até mesmo linchassem autoridades políticas e funcionários públicos sem reprimi-los e censurá-los.

É dessa forma que a banda toca por esses pagos. Os ricos, os milionários e os seus empregados de luxo, como tal o é e se orgulha de sê-lo o Reinaldo Azevedo, choram de barriga cheia e reclamam não do lucro, do dinheiro que recebem por intermédio do crescimento econômico e financeiro do povo brasileiro, como aconteceu e acontece nas eras Lula e Dilma. Essa direita cruel, racista, colonizada, com imenso complexo de vira-lata chora lágrimas de crocodilo e por apenas três motivos: ela quer novamente o País somente para sua casta, o estado a seu serviço e dispor, e os privilégios conquistados por meio de sua riqueza e da exploração de seus empregados intactos, inclusive com direito a sonegar impostos, remeter lucros ilegais para o exterior, além de, se possível, voltar a lucrar com os impostos mais cruéis cobrados durante décadas do povo brasileiro: a inflação e os juros altos.

Reinaldo Azevedo se traduziu na cara da direita. Ele, diariamente, mostra seus dentes de tubarão, mas é peixe pequeno. Peixe de luxo, mas de ideias curtas, diminutas como as de seu chefe, o ítalo-americano Roberto Civita, o dono da revista porcaria. Serra o ouve… E vai dar com os burros na água. Quem ouve Reinaldo Azevedo e seu aliado de campanha tucana, Silas Malafaia, é porque não tem propostas. Mais do que isto: não tem e não quer ter propostas para o povo paulistano, bem como para o brasileiro, afinal o Serra foi candidato a presidente duas vezes. Reinaldo Azevedo sabe do seu papel na imprensa. O problema é que tem muita gente da imprensa, inclusive a de esquerda, que dá muita importância a tal jornalista. Importância que ele não tem.

Para se enforcar alguém, precisa-se de corda. Reinaldo Azevedo é a corda do José Serra; e o Silas Malafaia seu cadafalso. É isso aí.

Reinaldo e Malafaia, a corda da forca e o cadafalso de Serra | Brasil 24/7

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